segunda-feira, 18 de maio de 2015

Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”



Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”




POR: ONDA LIVRE · 18/05/2015 · 0 COMENTÁRIOS

INFORMAÇÃO LOCAL, INFORMAÇÃO REGIONAL ·





A Barragem de Foz Tua não traz qualquer desenvolvimento à região, trata-se apenas de uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio territorial nesta zona do País. A afirmação é de Paulo Morais, candidato às eleições presidenciais, que esteve presente numa conferência à volta do modelo de desenvolvimento para o Vale do Tua e Alto Douro, no sábado, integrada na semana de empreendedorismo e desenvolvimento rural da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais.


Paulo Morais mostra-se contra a barragem do Tua, pois “não traz qualquer desenvolvimento, nem ao Tua, nem ao país, nem à própria EDP, nem a ninguém.” O candidato diz ainda que “a barragem é um negócio seguramente para a empresa que a constrói, sobre isso não há dúvida, mas não traz desenvolvimento à região, é altamente negativa, não traz qualquer vantagem para o país e é, como disse e repito, um instrumento de domínio territorial da EDP sob esta região.”


Por sua vez, João Joanaz de Melo, coordenador da Plataforma Salvar o Tua, acrescenta que “não só é possível como é necessário parar as obras da barragem. Claramente, e neste momento não oferece dúvidas a ninguém, o efeito em termos de desenvolvimento regional de ter uma estratégia integrada que acende os valores locais é muito mais valioso do que qualquer coisa que a barragem possa dar.”


Joanaz de Melo não tem dúvidas aos afirmar que “os subsídios que estão prometidos pela EDP aos municípios da região, que são 600 mil euros por ano para todos os municípios, são migalhas, é uma esmola que vai desaparecer a curto prazo porque a rentabilidade desta barragem é muito fraca e não vai ter a futura rentabilidade que eles tinham previsto.” Portanto, assegura o ambientalista “do ponto de vista puramente económico não faz qualquer sentido para a região e neste momento já nem sequer faz sentido para a EDP.”


Joanaz de Melo vai mais longe, quando diz que “toda a gente está de acordo que isto é um mau projeto, incluindo algumas das pessoas que neste momento estão a defender e a empurrar com a barriga, porque é uma fuga para frente. Pessoas que enumera: “por exemplo, o antigo presidente da Câmara de Mirandela, que agora está ligado à agência de desenvolvimento do Vale do Tua, que diz para quem quer ouvir que, se pudesse escolher, preferia a linha em vez da barragem.”


Ainda na voz do ambientalista, “o que se passa neste momento é que, tanto o estado, como a região, como a própria EDP têm interesse em parar isto mas ninguém quer reconhecer que fez asneira”.


Nesta conferência, Paulo Morais afirmou ainda que não tem dúvidas que o setor das águas será o próximo a ser privatizado


Por este tipo de situações, o candidato a presidente da República entende que o próximo Chefe de estado de Portugal tem a obrigação exigir que o Parlamento, o tribunal de contas e a própria Procuradoria-Geral da República, façam uma análise detalhada a todos os processos de negociação das PPP’s e das privatizações dos últimos dez anos.


Informação CIR (Rádio Terra Quente)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Museus a entrar na Linha?

É em Lousado (não confundir com Lousada), entre a Trofa e Famalicão. O museu (ou a secção do dito) abre-nos a porta com...

Posted by Qualdouro - Saúde e Turismo de Qualidade on Sexta-feira, 8 de Maio de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Linha do Tua, no rescaldo do II entrar na Linha do Movimento Cívico.

Chamo-me abandono, estou só. Já tive os meus dias de glória. Agora só muito raramente ouço passos na brita solta que já foi balastro de carris métricos. Estou perdido no meio de nenhures, numa região que até o nome perdeu, mas se encontra muito para lá dos montes. Dei guarida a quem bem tratava de uma linha que rasga estes campos com cores e cheiros magníficos de uma primavera que devagar se veste de verde. Resisto, não obstante. E o vento traz-me algum consolo pelas conversas de esperança que estas gentes trazem em favor de um património único que ousaram sacrificar... No II Entrar na Linha, um movimento cívico deu o mote...Reabra-se a linha do Tua!
José Cândido


sexta-feira, 1 de maio de 2015

EDP - O que parece, é. (É tão giro ser um "-ista")

EDP - O que parece, é. (É tão giro ser um "-ista") 30 Abril 2015, 11:25 por Nicolau do Vale Pais É muito giro ser um "-ista": fascista, comunista, anarquista, corporativista, economista, accionista. É porreiro podermos encaixotar a nossa responsabilidade no molde que mais nos convém. Haja liberdade e sorte. A menina: "Mas deixe-me dizer-lhe do nosso tarifário e condições de adesão"; e eu: "mas tem bi-horário?…", e ela: "não". Ups, eu, de novo, perplexo: "mas de que liberalização e de que mercado é que me está a falar? Eu gastei centenas de euros em acumuladores de energia para o tarifário económico". E ela: "boa tarde, obrigado.". De nada. Com a EDP, o que parece, é. Parece que o preço sobe mais e ganhamos cada vez menos? Sim, de facto. De acordo com a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) são 3,3% de subida em 2015, em proporção inversa aos rendimentos dos portugueses. Parece, em absoluto, um roubo? É. Portugal tem o o sétimo kilowatt mais caro da Europa. Mas, esperem, sejamos equitativos: de certeza que, em termos relativos, é também um roubo? É: quando posto em perspectiva com o poder de compra, Portugal é o terceiro país que mais paga pela electricidade. Um cenário aterrador, num país onde algumas estimativas apontam para um terço dos lares - ou famílias - sem qualquer possibilidade de aquecerem as suas moradas. Não cabe nas cogitações nem de Governo nem de oposição; a EDP queima. Esta história tem tanto de evidente e de equívoco como a outra, a dos combustíveis. O conflito entre a eléctrica e Governo lá continua, por causa de uns "peanuts" de 25 milhões de euros que o Governo quer que caibam à própria EDP, por intermédio da chamada tarifa social. "Peanuts"? Sim, perante este estado de coisas, os accionistas da EDP assinaram de cruz, esta semana, a distribuição de 676 milhões de euros dos dividendos de 2014, mais de metade dos lucros da empresa no ano transacto. Esses lucros subiram, numa economia em recessão, 6%, em termos homólogos. Uma festa sem concorrência real, portanto, a partir de um bem essencial à dignidade das pessoas e a competetividade da economia. Há uma coisa, no entanto, que não é o que parece: a EDP parece privada. Não é. Ou, pelo menos, não o é no sentido que se pretendia que fosse, que seria o da melhoria das condições (em qualidade e preço) do serviço. Tal e qual como com a "liberalização" do mercado dos combustíveis, os efeitos são despiciendos, se não mesmo nulos. Mas há mais: durante o consulado de José Sócrates, convém não esquecer, entre barragens do Tua e ventoinhas nos montes, saíram milhões e milhões de euros para nada que se visse ou importasse aos contribuintes e à sua qualidade de vida. Perdemos mais ferrovia, mais paisagem, mais impostos; o preço, esse, sobe. E subirá. Este é um cenário que não cabe no conselho de sábios de António Costa. "Agora só falta aqui é cimento", dizia Sócrates, apanhado por um indiscreto microfone, em vista ao colossal monumento à Esquerda "moderna" que é a Barragem do Tua. Ao seu lado, seguia António Mexia. Mexia já tranquilizou as hostes nacionais que o interrogaram sobre o aumento de dívida a que EDP se sujeitou, nomeadamente por causa da valorização do dólar. A Eléctrica nacional tem uma "carteirinha" de dívida que ronda agora os 17,5 mil milhões de euros - coisinha pouca, algo como um quarto do resgate pedido pelo país todo à troika. E só se podem surpreender os mais distraídos quando Mexia considerou - em ano de distribuição de lucros, note bem - os resultados como "positivos". Afinal, esta é a mesma figura pública que veio dizer, enquanto ex-ministro das Obras Públicas de Pedro Santana Lopes, que "Portugal exagerou na construção de estradas". Nada me surpreende, de facto, a não ser a conta da luz. É muito giro ser um "-ista": fascista, comunista, anarquista, corporativista, economista, accionista. É porreiro podermos encaixotar a nossa responsabilidade no molde que mais nos convém, haja liberdade e sorte; afinal, a sua vidinha depende apenas em qual dos caixotes foi cair, quando o destino o lançou nesta vida. O último a sair que apague a luz. O que parece, é.

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