Mostrar mensagens com a etiqueta barragem do Foz Tua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta barragem do Foz Tua. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de maio de 2015

Joanaz de Melo diz que plano de mobilidade do Tua é “uma fantasia”

O Plano de Mobilidade do Tua é uma fantasia porque não tem qualquer viabilidade económica. É a opinião de Joanaz de Melo, da Plataforma “Salvar o Tua”, que não acredita que possa haver financiamento comunitário para um projeto que não terá rentabilidade.
O ambientalista diz mesmo que o plano de mobilidade não cumpre o principal requisito inscrito na declaração de Impacte ambiental que viabilizou a construção da barragem do Tua.
reduzido 3
Joanaz de Melo diz que a Plataforma “Salvar o Tua” já enviou às entidades competentes os argumentos, com números, a provar que o Plano de Mobilidade não é viável, mas nunca obtiveram resposta
reduzido 3
Para Joanaz de Melo, a recuperação da mobilidade ferroviária no Tua, só será viável se for parada a construção da barragem e reposta a circulação ferroviária, mas na vertente quotidiana e turística.
reduzido 3
Recorde-se que o Plano de mobilidade é uma obrigação imposta pela Declaração de Impacte Ambiental que aprovou a construção da barragem com condicionantes, nomeadamente uma alternativa à linha do Tua que foi desativada e que vai ficar submersa em 16 dos cerca de 60 quilómetros de extensão.
A EDP e a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua acordaram elaborar um plano em que a solução passa por uma ligação rodoviária entre o Tua e o cais da barragem, numa extensão de 2 quilómetros. Mais 19 quilómetros a percorrer de barco, entre o cais da barragem e Brunheda. Finalmente, os restantes 39 quilómetros serão percorridos em comboio, mas para tal terá de haver um investimento na consolidação da linha.
O custo estimado é de 40 milhões de euros, sendo que a EDP garante 10 milhões. A Agência vai candidatar o projeto ao próximo quadro comunitário de apoio, para tentar assegurar os restantes 30 milhões.
Informação CIR (Rádio Terra Quente)

“Que modelo de desenvolvimento para o Vale do Tua e Alto Douro?”


Broadcast live streaming video on Ustream

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”



Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”




POR: ONDA LIVRE · 18/05/2015 · 0 COMENTÁRIOS

INFORMAÇÃO LOCAL, INFORMAÇÃO REGIONAL ·





A Barragem de Foz Tua não traz qualquer desenvolvimento à região, trata-se apenas de uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio territorial nesta zona do País. A afirmação é de Paulo Morais, candidato às eleições presidenciais, que esteve presente numa conferência à volta do modelo de desenvolvimento para o Vale do Tua e Alto Douro, no sábado, integrada na semana de empreendedorismo e desenvolvimento rural da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais.


Paulo Morais mostra-se contra a barragem do Tua, pois “não traz qualquer desenvolvimento, nem ao Tua, nem ao país, nem à própria EDP, nem a ninguém.” O candidato diz ainda que “a barragem é um negócio seguramente para a empresa que a constrói, sobre isso não há dúvida, mas não traz desenvolvimento à região, é altamente negativa, não traz qualquer vantagem para o país e é, como disse e repito, um instrumento de domínio territorial da EDP sob esta região.”


Por sua vez, João Joanaz de Melo, coordenador da Plataforma Salvar o Tua, acrescenta que “não só é possível como é necessário parar as obras da barragem. Claramente, e neste momento não oferece dúvidas a ninguém, o efeito em termos de desenvolvimento regional de ter uma estratégia integrada que acende os valores locais é muito mais valioso do que qualquer coisa que a barragem possa dar.”


Joanaz de Melo não tem dúvidas aos afirmar que “os subsídios que estão prometidos pela EDP aos municípios da região, que são 600 mil euros por ano para todos os municípios, são migalhas, é uma esmola que vai desaparecer a curto prazo porque a rentabilidade desta barragem é muito fraca e não vai ter a futura rentabilidade que eles tinham previsto.” Portanto, assegura o ambientalista “do ponto de vista puramente económico não faz qualquer sentido para a região e neste momento já nem sequer faz sentido para a EDP.”


Joanaz de Melo vai mais longe, quando diz que “toda a gente está de acordo que isto é um mau projeto, incluindo algumas das pessoas que neste momento estão a defender e a empurrar com a barriga, porque é uma fuga para frente. Pessoas que enumera: “por exemplo, o antigo presidente da Câmara de Mirandela, que agora está ligado à agência de desenvolvimento do Vale do Tua, que diz para quem quer ouvir que, se pudesse escolher, preferia a linha em vez da barragem.”


Ainda na voz do ambientalista, “o que se passa neste momento é que, tanto o estado, como a região, como a própria EDP têm interesse em parar isto mas ninguém quer reconhecer que fez asneira”.


Nesta conferência, Paulo Morais afirmou ainda que não tem dúvidas que o setor das águas será o próximo a ser privatizado


Por este tipo de situações, o candidato a presidente da República entende que o próximo Chefe de estado de Portugal tem a obrigação exigir que o Parlamento, o tribunal de contas e a própria Procuradoria-Geral da República, façam uma análise detalhada a todos os processos de negociação das PPP’s e das privatizações dos últimos dez anos.


Informação CIR (Rádio Terra Quente)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

EDP - O que parece, é. (É tão giro ser um "-ista")

EDP - O que parece, é. (É tão giro ser um "-ista") 30 Abril 2015, 11:25 por Nicolau do Vale Pais É muito giro ser um "-ista": fascista, comunista, anarquista, corporativista, economista, accionista. É porreiro podermos encaixotar a nossa responsabilidade no molde que mais nos convém. Haja liberdade e sorte. A menina: "Mas deixe-me dizer-lhe do nosso tarifário e condições de adesão"; e eu: "mas tem bi-horário?…", e ela: "não". Ups, eu, de novo, perplexo: "mas de que liberalização e de que mercado é que me está a falar? Eu gastei centenas de euros em acumuladores de energia para o tarifário económico". E ela: "boa tarde, obrigado.". De nada. Com a EDP, o que parece, é. Parece que o preço sobe mais e ganhamos cada vez menos? Sim, de facto. De acordo com a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) são 3,3% de subida em 2015, em proporção inversa aos rendimentos dos portugueses. Parece, em absoluto, um roubo? É. Portugal tem o o sétimo kilowatt mais caro da Europa. Mas, esperem, sejamos equitativos: de certeza que, em termos relativos, é também um roubo? É: quando posto em perspectiva com o poder de compra, Portugal é o terceiro país que mais paga pela electricidade. Um cenário aterrador, num país onde algumas estimativas apontam para um terço dos lares - ou famílias - sem qualquer possibilidade de aquecerem as suas moradas. Não cabe nas cogitações nem de Governo nem de oposição; a EDP queima. Esta história tem tanto de evidente e de equívoco como a outra, a dos combustíveis. O conflito entre a eléctrica e Governo lá continua, por causa de uns "peanuts" de 25 milhões de euros que o Governo quer que caibam à própria EDP, por intermédio da chamada tarifa social. "Peanuts"? Sim, perante este estado de coisas, os accionistas da EDP assinaram de cruz, esta semana, a distribuição de 676 milhões de euros dos dividendos de 2014, mais de metade dos lucros da empresa no ano transacto. Esses lucros subiram, numa economia em recessão, 6%, em termos homólogos. Uma festa sem concorrência real, portanto, a partir de um bem essencial à dignidade das pessoas e a competetividade da economia. Há uma coisa, no entanto, que não é o que parece: a EDP parece privada. Não é. Ou, pelo menos, não o é no sentido que se pretendia que fosse, que seria o da melhoria das condições (em qualidade e preço) do serviço. Tal e qual como com a "liberalização" do mercado dos combustíveis, os efeitos são despiciendos, se não mesmo nulos. Mas há mais: durante o consulado de José Sócrates, convém não esquecer, entre barragens do Tua e ventoinhas nos montes, saíram milhões e milhões de euros para nada que se visse ou importasse aos contribuintes e à sua qualidade de vida. Perdemos mais ferrovia, mais paisagem, mais impostos; o preço, esse, sobe. E subirá. Este é um cenário que não cabe no conselho de sábios de António Costa. "Agora só falta aqui é cimento", dizia Sócrates, apanhado por um indiscreto microfone, em vista ao colossal monumento à Esquerda "moderna" que é a Barragem do Tua. Ao seu lado, seguia António Mexia. Mexia já tranquilizou as hostes nacionais que o interrogaram sobre o aumento de dívida a que EDP se sujeitou, nomeadamente por causa da valorização do dólar. A Eléctrica nacional tem uma "carteirinha" de dívida que ronda agora os 17,5 mil milhões de euros - coisinha pouca, algo como um quarto do resgate pedido pelo país todo à troika. E só se podem surpreender os mais distraídos quando Mexia considerou - em ano de distribuição de lucros, note bem - os resultados como "positivos". Afinal, esta é a mesma figura pública que veio dizer, enquanto ex-ministro das Obras Públicas de Pedro Santana Lopes, que "Portugal exagerou na construção de estradas". Nada me surpreende, de facto, a não ser a conta da luz. É muito giro ser um "-ista": fascista, comunista, anarquista, corporativista, economista, accionista. É porreiro podermos encaixotar a nossa responsabilidade no molde que mais nos convém, haja liberdade e sorte; afinal, a sua vidinha depende apenas em qual dos caixotes foi cair, quando o destino o lançou nesta vida. O último a sair que apague a luz. O que parece, é.

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/edp___o_que_parece_e_e_tao_giro_ser_um__ista.html

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A ORDEM NATURAL DAS COISAS



Tirado do facebook maquinistas.org:


Amanhã passam oito anos sobre o primeiro acidente grave na linha do Tua, o primeiro de vários outros que se seguiriam, e ainda com explicações nebulosas. 
Desde então, a linha do Tua deixou o anonimato aparente a que parecia votada desde os tempos ébrios do cavaquismo: já em 1992, a pretexto de um descarrilamento em Sortes, o tráfego foi temporariamente suspenso para obras na linha. Estranhamente, o material acidentado foi removido de Bragança por estrada, de noite, com as comunicações telefónicas cortadas na cidade e com o presidente da Junta local retido em sua casa pela GNR local, cúmplice fardada e formal do golpe cavaquista - a chamada NOITE DO ROUBO. Basta procurar no youtube que as dúvidas se esclarecerão, se ainda as houver.
O troço Mirandela-Bragança seria assim desactivado, havendo cuidado em, antes, fazer chegar o IP4 a Bragança, IP4 esse cuja evolução "natural" é uma AE4, portajada. A única estrada moderna a ligar o Nordeste ao litoral tem portagens, a EN15 é hoje uma manta rota, torta como sempre foi.
Anos volvidos, e uma empresa eléctrica já 100% privatizada, anuncia a vontade magna de fazer uma barragem no Tua, com uma produção eléctrica estupidamente baixa e facilmente superada pelo tráfego que fosse de 10 novos km de ferrovia urbana. Não: a EDP quer, a EDP manda.
E os acidentes começaram. E morreu gente.
E ainda a barragem não tinha começado e muitos autarcas locais - visivelmente corruptos e vendidos - anunciavam a inevitabilidade da barragem, que vai gerar emprego, que já começou a erguer-se, que não pode ser parada. A corrupção não pode ser parada?
Vieram ministros vários de vários governos, muitos presidentes de câmara, veio António Mexia ao vale do Tua: só falta aqui é cimento.
A linha do Tua, à conta da tortura e violência a que a têm submetido, deixou de sofrer de uma morte lenta por asfixia e esquecimento para passar a padecer de uma morte por decreto, violenta, ruidosa, falada e conhecida nas quatro partidas do mundo.
Não há muitas dúvidas de que linha do Tua é agora mais conhecida de portugueses que nem sabiam existir Trás-os-Montes ou Douro.
Não há dúvidas que a linha do Tua se tornou mais presente, muito mais presente, que qualquer linha de alta velocidade ou aeroporto da Ota (alcochete jamé). Todos os portugueses já ouviram falar dela, da mais conhecida via férrea portuguesa.
E, apesar disso, a filhadaputice continua: a geração que se segue perdoar-nos-á o estupro?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Linha de muita alta tensão de Foz Tua nas mãos da Justiça



COMUNICADO DE IMPRENSA - 21 de janeiro de 2015
A Plataforma Salvar o Tua intentou uma Ação Administrativa Especial contra a Agência Portuguesa do Ambiente pela aprovação da linha de muito alta tensão que a EDP propõe para ligar a barragem de Foz Tua à rede elétrica nacional

Comunicado de imprensa – 21 de janeiro de 2015


Linha de muita alta tensão de Foz Tua nas mãos da Justiça


poste alta_tensao_640

A Plataforma Salvar o Tua intentou uma Ação Administrativa Especial contra a Agência Portuguesa do Ambiente pela aprovação da linha de muito alta tensão que a EDP propõe para ligar a barragem de Foz Tua à rede elétrica nacional

Deu entrada no início da semana, no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, a mais recente iniciativa da Plataforma Salvar o Tua para travar a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que aprova uma linha de muito alta tensão no coração do Alto Douro Vinhateiro.

A decisão foi tomada em setembro pela Agência Portuguesa do Ambiente e atribuiu parecer favorável condicionado ao traçado “2SM”, que pretende ligar a Barragem de Foz Tua a Armamar, cerca de 40 quilómetros, passando o rio Douro na zona da Valeira.

Indo avante, os territórios durienses serão rasgados por corredores de segurança desflorestados e por torres metálicas até 68 metros, quase a altura da Torre dos Clérigos, no Porto, ou do tabuleiro da Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada.

No entender da Plataforma Salvar o Tua, a decisão deve ser considerada nula ou anulável, uma vez que “os danos que esta causa ao direito ao ambiente são brutalmente desproporcionados” e “por violação do núcleo essencial do direito fundamental a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado”, lê-se no articulado da Ação Administrativa Especial.

Refere-se também que “a solução aprovada atravessa áreas de elevada sensibilidade para a avifauna, em flagrante violação da DIA referente ao Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua” e que “o traçado proposto para a linha atravessa de forma visível o coração do Alto Douro Vinhateiro, em flagrante violação das exigências da UNESCO.”
A instituição que zela pela preservação do Património Mundial da Humanidade continua, no entanto, indiferente e ainda não respondeu à queixa enviada pela Plataforma Salvar o Tua, em novembro passado, sobre as violações cometidas pela EDP e pelo Estado Português relativas ao Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua.


Por parte do Ministério do Ambiente a atitude parece ser também a de “fazer orelhas moucas”, como explica João Joanaz de Melo, coordenador técnico da Plataforma: “A postura do Ministério do Ambiente é de cobardia política: têm todos os fundamentos técnicos para revogar o contrato de concessão da barragem de Foz Tua por incumprimento. Em Julho, o Ministro mandou a Inspeção-Geral do Ambiente averiguar se as obrigações resultantes da Declaração de Impacte Ambiental eram cumpridas, anunciando que o resultado seria conhecido em 30 dias úteis. Continuamos à espera que o torne público.”

Também o recurso hierárquico que a Plataforma Salvar o Tua interpôs, há dois meses, junto de Jorge Moreira da Silva, Ministro do Ambiente e Energia, defendendo que a DIA da linha de muito alta tensão era uma decisão ilegal, não teve ainda qualquer resposta, tendo o prazo legal para a mesma terminado ontem.

“Parece haver uma barragem institucional às nossas ações. Face a isto, só nos resta esperar que a Justiça funcione, daí termos intentado esta Ação Administrativa Especial”, justifica Joanaz de Melo.

Nesta nova iniciativa legal a Plataforma Salvar o Tua argumenta que estão a ser violadas leis, convenções e normais internacionais, bem como o Direito ao Ambiente, consagrado na Constituição da República Portuguesa.

São usados argumentos jurídicos da autoria de Gomes Canotilho, Vital Moreira (constitucionalistas), Diogo Freitas do Amaral (especialista em Direito Administrativo), Vasco Pereira da Silva e Luís Filipe Colaço Antunes (especialistas em Direito Administrativo do Ambiente) instando o tribunal a declarar nula ou anulável a DIA dada à linha de muito alta tensão

sábado, 17 de janeiro de 2015

Movimento Cívico pela Linha do Tua

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Tua regressa à Assembleia da República com três iniciativas em debate



 
Fonte: Agência Lusa

Bragança, 07 jan (Lusa) -- A polémica em torno do vale do Tua regressa, na quinta-feira, à Assembleia da República com três iniciativas em debate no plenário a pedir a suspensão imediata da barragem em construção nesta zona de Trás-os-Montes.

Em discussão vão estar a petição "Manifesto pela Vale do Tua", um projeto de Lei do Bloco de Esquerda (BE) e um projeto de resolução do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).
Todas as iniciativas têm o mesmo propósito: a defesa do rio transmontano e da linha ferroviária com a circulação suspensa e que irá ficar parcialmente submersa pela barragem em construção, com os signatários a reclamarem a paragem das obras da construção iniciada há quatro anos.
A petição promovida pela Plataforma Salvar o Tua conta é a terceira com o mesmo fim a ser discutida no Parlamento e conta com o apoio do partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN), que não tem assento na Assembleia da República.
Os argumentos dos promotores destas iniciativas são comuns, entre os quais os alegados danos e "destruição irremediável" do património existente no vale do rio Tua e para o Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.
Os contestatários alegam ainda que a barragem, com conclusão prevista para o próximo ano, "não é necessária para o país.
No projeto de resolução, o PEV argumenta que o Governo tem condições para negociar atualmente a paragem das obras, alegando que a EDP, a concessionária da hidroelétrica, não está a cumprir as condicionantes impostas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA).
O partido aponta como exemplo a linha de alta tensão que alegadamente "viola as recomendações da UNESCO", o organismo internacional responsável pelo estatuto de Património da Humanidade, que se pronunciou pela compatibilidade entre a barragem e a zona do rio Douro classificada.
A circulação na linha do Tua está suspensa desde o acidente de agosto de 2008, o quarto com outras tantas vítimas mortais.
Em fevereiro de 2011, iniciou-se a construção da barragem que vai submergir parte significativa dos pouco mais de 50 quilómetros que restavam da Linha do Tua, que ligava Bragança ao Douro, mas desde o início da década de 1990 que ficou reduzida ao trajeto entre Mirandela e o Tua.
As contrapartidas impostas pela DIA para a construção da barragem já levaram á criação de um fundo de 70 milhões de euros ao longo da concessão para projetos de desenvolvimento da área de influência que abrange os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Vila Flor, no distrito de Bragança, e Alijó e Murça, no distrito de Vila Real.
Os projetos serão desenvolvidos no âmbito de um novo parque natural regional que foi, também, entretanto criado na zona.
As contrapartidas contemplam ainda um plano de mobilidade turística e para o quotidiano das populações que continua à espera da garantia de financiamentos de verbas europeias para avançar.
HFI // JGJ
Lusa/fim